Sexta-feira, Maio 28, 2010
é isso que a gente ganha quando mostra a verdade
quando se revela verdadeiro
quando mostra a sinceridade
as pessoas olham sua podrião e sentem nojo
correm de sopetão para qualquer lado
desde criança dizem que você precisa dizer a verdade
dizem que mentira tem perna curta
e quando há só escuridão?
pq não mentir?
ser agradavel, gentil, não ser hostil...
mentir... mentir... mentir...
quando encontramos alguem
julgamos possivelmente confiar
e mostramos a face que escodemos do espelho
e aquele que uma hora lhe dava a mao
agora sai correndo.
rejeição me derrama lagrimas
exclusão, sarcasmo
tudo me detona por dentro!
estou cansada.
nasci para sofrer
fisicamente e espiritualmente
tenho sintomas que não deveria ter
detenho de dons que não sei usar
e uma vocação que não consigo conter
a vocação para destruir...
eu só queria morrer!
em vez de fazer os outros sofrerem.
meu corpo já não respondia mais,
quando reviveu senti algo novo,
mas esse novo passou
e agora a morte é mil vezes pior do que se eu estivesse como antes.
NÃO QUERO VER
NÃO QUERO OUVIR
NÃO QUERO SENTIR
NÃO QUERO SER
NÃO QUERO NADA
NÃO QUERO ABSOLUTO
NÃO QUERO AMOR
NÃO QUERO DINHEIRO
NÃO QUERO VIVER
NÃO QUERO MORRER
NÃO QUERO SENTIDO
...
e quando se chega a conclusão alguma das conclusões só ha cinza e vazio, as cores são ilusões contidas em comprimidos.
E quando aqueles que declinam chegarem até mim, os acolherei com palavras fingidas e amigas, palavras que jamais aplicarei e partidas que jamais praticarei.
mas ainda assim posso mudar um caminho com palavras e sorrisos, mesmo que não mais meus,
pois... já morri!
eu só queria amor, mas não sei pedir!
posted by VANESSA BAZANI 12:03 AM
Sábado, Maio 08, 2010
Portadora do virus do se pensar demais
Abordo práticas ortodoxas de se cozinhar miojo lámen que envolvam muito sal e peneiras.
Praticante das técnicas milenares de equilibrio por meio de risadas eufóricas e sem sentido.
Quando digo, não quero dizer exatamente o que eu queria dizer em primeiro instante.
Eu realmente leio tudo que escrevo e presto atenção em realmente tudo que falo.
Construo subjetividades poéticas todos os dias em papeis diversos.
Tenho doença pré diagnosticada da loucura e não há nada que me cause mais admiração se não a própria.
Desenhava nas paredes, no chão, na mão, no caderno e nas tantas resenhas vivenciais.
Odeio telefone e por isso escolhi computadores.
Canto que os males espanto!
Já me infiltrei em tudo quanto é tipo de sensação, já compus canção surda, texto sem olhos e palavra sem acento e muito menos travessão.
Acho que o circo seria meu lugar, minha vida é mais palco e palhaçada do que drama, mais do quanto que não gostaria que fosse.
Tenho multi talentos que não me servem por se não tormentos na bandeja do jantar.
Quando pequena queria ser grande e quando fui grande queria desaparecer.
99% do que eu digo é mentira e os 1% restantes é pura ilusão. Mentira!
Se existesse lugar perfeito, que fosse em casa a beira de montanha com direito a sol e lago.
Do pó nasceste e da tinta retornaras!
Se existe certo e errado que eles morem ao lado, aqui já tem confusão demais.
Se o mundo acabar de fato, sorrirei no final com encanto de ter feito boa parte do que não queria, mas devia.
[b]V "a" Brabuleta[/b]
*
[b]v (vê)[/b]
s. m.
1. Vigésima primeira letra do alfabeto da língua portuguesa (ou vigésima segunda, se incluídos o K, W e Y).
2. Cinco, em numeração romana. (Neste sentido, escreve-se geralmente com inicial maiúscula.)
3. É abreviatura de Você, Vide ou Veja-se, e de Vosso ou Vossa, em tratamentos.
4. Em meteorologia, é abreviatura de vento e nos livros eclesiásticos de versículo.
adj. 2 gén.
adj. 2 gén.
5. Vigésimo primeiro, numa série indicada por letras (ou vigésimo segundo, se incluídos o K, W e Y).
Pl.: vês ou vv.
*
[b]borboleta (ê)[/b]
s. f.
1. Entom. Insecto!Inseto lepidóptero na sua última metamorfose.
2. Fig. Pessoa volúvel.
3. Infrm. Mulher de má nota, que vagueia pelas ruas.
4. Espécie de rainúnculo.
5. Bras. Torniquete para contagem de passageiros nas estações.
*
Da próxima vez que me retribuirem com palmas, jogo fora o "p" e vou buscar o resto da palavra. Algumas palavras ficam maiores quando se tira algo delas.
...algumas pessoas ficam melhores quando se tira algo delas.
posted by VANESSA BAZANI 2:41 PM
Quarta-feira, Março 03, 2010
Repete-se a confissão.
Ele lá!
Eu aqui!
Distancia constrangedora...
Cheguei, tomei, limpei sujeira, refiz conceito, cantei música para dormir, construí e agora estou aqui, não vejo mais nada para ser.
Começo a me afastar lentamente, só tédio, já não há o que entender, o que explicar, não há mais vontade de falar, não há mais o conviver.
Tão diferentes e juntos por pura disposição!
Aprendi, sofri, encantei, chorei e mudei, agora não há mais nada para se reestruturar em você, não há mais nada a entender sobre mim por você.
Estou comigo, estou contigo, nunca mais encontrará alguém como eu, nunca mais encontrarei alguém como você, aparência de coincidência e eu aqui me distanciando aos poucos me desfazendo como o pó que usei para surgir.
Missão cumprida, uma rota de iniciativa, mudou, mudei e agora é hora de partir, voltar de onde cheguei e o caminho sempre vai pela frente.
Quando cheguei era tudo tão bonito, fascinante mundo colorido, quando era tudo tão próximo, sintonia cósmica de poesias musicais. Agora não mais sentido, agora já não mais infinito, só vazio do nada por fazer.
E assim parto-me, parto por opção, meu lugar não é aqui, busco de volta um lugar na solidão. Ela há de me explicar motivos e sentido me dará como brinde de condição.
posted by VANESSA BAZANI 2:02 PM
Segunda-feira, Fevereiro 22, 2010
Já sentiu como se dentro de você só existisse podridão?
Já sentiu como se tivessem bichos lhe comendo cada centimetro do peito?
Já sentiu uma dor tão grande e você nem mesmo sabe de onde ela vem?
Já sentiu como se nada fizesse sentido e ao mesmo tempo todo o sentido do mundo?
Já sentiu uma indiferença tão grande que é como se nada importasse?
Já sentiu como se tudo que importa não passa de uma ilusão para que você não se olhe no espelho e veja um monstro?
Já sentiu como se estivesse morto?
Já sentiu vontade de chorar e não haviam lagrimas?
Já sentiu vontade de ficar sozinho, mas a companhia de si mesmo é tão incomoda quanto a de uma multidão
Tenho medo, tenho medo de estar viva, de viver de sobreviver.
A consciencia da morte é um dos pontos que ainda fazem os homens sãos.
posted by VANESSA BAZANI 4:03 AM
Segunda-feira, Janeiro 04, 2010
Sonhe
Toda vez que eu me olho espelho
Todas estas linhas no meu rosto se clareiam.
O passado se foi,
Passou como o crepúsculo à aurora.
Não é desse jeito que
Todo mundo tem que pagar suas dívidas na vida?
Sim, eu sei que ninguém sabe
De onde vem e para onde vai.
Eu sei que é o pecado de todo mundo
Você ter que perder para saber como vencer.
Metade da minha vida está escrita em páginas de livros.
Vivo e aprendo dos tolos e dos sábios.
Você sabe que é verdade,
Todas as coisas que você faz, voltam para você.
Cante comigo, cante pelos anos,
Canta pelo riso e cante pelas lágrimas,
Cante comigo, se for apenas por hoje,
Talvez amanhã o bom senhor o levará.
(solo de guitarra)
Bem, cante comigo, cante pelos anos,
Canta pelo riso e cante pelas lágrimas,
Cante comigo, se for apenas por hoje,
Talvez amanhã o bom senhor o levará.
Sonhe, sonhe, sonhe
Sonhe consigo um sonho que se realiza.
Sonhe, sonhe, sonhe,
E sonhe até que seu sonho se realize.
Sonhe! sonhe! sonhe! sonhe! sonhe! sonhe! sonhe!
Cante comigo, cante pelos anos,
Canta pelo riso e cante pelas lágrimas,
Cante comigo, se for apenas por hoje,
Talvez amanhã o bom senhor o levará.
Cante comigo, cante pelos anos,
Canta pelo riso e cante pelas lágrimas,
Cante comigo, se for apenas por hoje,
Talvez amanhã o bom senhor o levará
http://www.youtube.com/watch?v=jKuchOdtcFs
posted by VANESSA BAZANI 1:03 AM
E mais um ano! E outro e outro e mais um ano que passa...
Não entendo muito deste fanatismo e por assim dizer fatídico sintoma de se contar o tempo. Será do homem o poder de controlar o desparar sem fim de dias por assim dizer, te-lo sob conta nos mínimos detalhes, de anos à milésimos?!
Com ou sem tempo sob pauta de medição, hoje é um bom dia para se comemorar e escolher decisão, não vangloriar o tempo perdido, mas o tempo que se poderia ganhar.
Li em algum lugar que não devo me recordar que engana-se aquele que diz que a vida é feita de momentos, sendo ela própria um grande momento e como diria as vozes anonimas da alma, "um breve momento", onde cada experiência traz sofrimento e cada sentimento traz vida. Por mais que não encontremos o significados de se produzir vida e principalmente sentir, ainda vejo beleza em muitas coisas, até mesmo as mais triviais.
Lhe desejo tudo aquilo que não desejaria por menos a ninguém, lhe desejo não coisas egoista que de minha condição fluem, palavras fingidas e mentirosas, mas sim lhe desejo o que você deseja. Tudo que você prestigia e objetiva é aquilo que mais estimo que consiga e aprecie. Não sei em absoluto o que possa ser, mas se procuras, minha vontade é infinitamente a de que encontre.
Lhe estimo para está tudo de mais precioso que se há em vida e morte e acima de tudo lhe desejo sorte.!
posted by VANESSA BAZANI 12:26 AM
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Pior é quando começa a chover e tudo fica pior do que já era, seus poderes de pensamento começam a voltar para dentro da cabeça saindo de onde estavam, talvez largados em um canto qualquer da lembrança de existirem.
Você começa a fazer poesia sobre a chuva e por incrível que pareça fiz poesia de chuva há uns minutos atrás. Ficou horrível, eu sei, mas alguma coisa tinha que fazer para refrear os impulsos de me tacar debaixo da água e ir pingando dentro do ônibus sentido casa.
posted by VANESSA BAZANI 5:50 PM
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
sacolejava as palavras
na mente de ideias desconexas
dos porquês!
da tentativa de se descrever
durante o trafego do ônibus sacolejante
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de caneta e papel faz verso musical
lendo o livro de um certo alguem
letra fugitiva, garranchando para quem
puro vestigio de poesia
*
*
desenfreada epifania
diante do onibus que abarrota de gente
aqueles que vao e ja foram
nesse compasso de um vai e vem
interminavel de todo dia
*
*
as vezes penso muito no porque das coisas
o que vejo é diferente, serão meus olhos?
será minha mente?
agridoce ilusão doce de coisas presentes
um tudo que fascina, que surpreende
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de banco a calçada
faz poesia derradeira
que de pedra a estrada
faz poesia de bar
versos escritos em um papel furtivo
deixa estar! deixa estar!
*
*
dentre o azar e a sorte
fico pela metade
com sabedoria do se perder, do se ganhar
de tantos porquês e quereres
deixa estar! deixa estar!
posted by VANESSA BAZANI 6:27 PM
Domingo, Agosto 16, 2009
Faltou luz, mas era dia,
O sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho
Refletindo o que a gente esquecia
Faltou luz, mas era dia....
Dia!
Faltou luz, mas era dia!
Dia!
O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal
Um chá para curar essa azia
Um bom chá para curar essa azia.
Todas as ciências, de baixa tecnologia.
Todas as cores escondidas
Nas nuvens da rotina
Para gente ver...
Por estes prédios enormes.
Para gente ver...
O que sobrou do céu.
Declarei minha morte com palavras quebradiças de entusiasmo.
Foi com um tom baixo e meio caótico que confessei que era como se tivesse morrido e as palavras despejadas da boca de meu melhor amigo protestaram.
“É como se você tivesse nascido somente agora” – Ele disse tentando me confundir.
Pela primeira vez confessei pessoalmente que minhas objeções haviam evaporado, a sensação de liberdade tomando forma dentro de mim e me transportando para caminhos que já mais havia pensando, realmente as profecias estavam alertando, eu mudara.
Havia uma parte de mim que gritava pela arte, era nos sonhos que entendia isso, as coisas começavam a fazer um sentido mortal e eu procurava entende-las. Precisava voltar para o caminho que planejara há muito tempo, não queria ser apenas uma amante das artes, mas fazer parte daquele mundo vivido que criara só para mim. Desejava a vida de uma Deusa da liberdade, alguém livre de qualquer preocupação, alguém que de uma hora para outra poderia pegar suas coisas e sumir pela noite adentro.
Não era uma vida banal ou confusa que me esperava, mas uma vida empolgante e mergulhada na arte, havia só uma coisa que mantinha os seres humanos decentes e este veio era a arte, onde o homem poderia similar-se aos anjos talentosos e com o fervor de um demônio transmitir seus sentimentos para reles mortais admirarem-se.
Estava decidida e todos ventos apontavam para a mesma direção, sonhos, pressentimentos e diálogos, amigos circundados de energia que me faziam bem, era para onde eu correria, era para onde meus cabelos à frente sacolejassem que iria.
Desta vez eu iria até o fim, pois já havia começa sem me dar conta a trilhar o caminho que mais sonhara na vida, o caminho da arte, o fluídico, o do humor e drama. O caminho da loucura, o domínio do canto, dos contos, do balançar do compasso, da musica erudita e rústica, das pinturas e da beleza da tecnologia conjunta com a beleza da arte.Do mundo bonito demais para existir de tão fingido.
Como a vida era uma mentira deslavada, porque não deixar que a mentira fosse ainda mais vivida e bonita? Porque não permitir um mundo bélico e melindroso aos contos de fada.
Marktub, pois já estava tudo escrito, só precisava da claridade certa para ler e reler meu futuro. Era uma promessa do eu para o eu.
Sorria, sorria, chore, chore, dance, dance, cante e se apavore...
posted by VANESSA BAZANI 7:12 PM
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
[ATENÇÃO: O mundo está acabando, todos os sinais foram relevados, a mídia já está anunciando o fim com pretexto de vender tiragens e visão. O MUNDO VAI ACABAR e o que você tem haver com isso? A mídia sempre diz que "tudo haver".]
O mundo vai acabar. O que eu faço? "Fácil! Se mate para viver ou morra tentando" Mas aí vou morrer do mesmo jeito, e a graça? "Invente uma! Já basta a do mundo vai acabar... Sua mente é fértil, você consegue".
*******************
Aos meus sete anos percebi que não sabia encurtar nada e muito menos alongar as coisas, era tudo tão pela metade que eu chegava a rir e chorar ao mesmo tempo para se chegar ao estado de equilíbrio sentimental, não sabia encurtar conversas e muito menos alongá-las para que durassem para sempre, nunca aprendi cultivar as coisas e muito menos me desfazer delas. Pode parecer um paradoxo boçal, só que é uma imensurável verdade nada de especial, apenas uma das coisas que me ajudam a viver. Logicamente pela metade!
posted by VANESSA BAZANI 3:17 AM
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
03 de Agosto de 2009
Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e por isso acabei por ligar o som, procurava por músicas suaves e clássicas para que o fluxo de sangue do me cérebro voltasse ao normal.
A cada dia me sentia mais triste e ao mesmo tempo mais viva, não tinha noção de tempo ou espaço, a época mais estanha de minha vida, a lucidez era presente e tentava me manter ocupada a todo o tempo apenas com coisas que gostasse, quase sempre a dúvida não existia e isso era reconfortante. Eu sabia que isto não demoraria a acabar, mas aproveitaria o tempo que fosse, havia nascido com algum tipo de sorte estranha, a começar por estar viva quando não devia.
Eu passei muitos anos me perguntando do porque eu estar aqui se não era para estar, talvez fosse para resolver algumas pendências e fazer tudo aquilo que gostasse. Talvez para me fazer assentir a um mundo do qual eu não pertencia.
De vez em quando o aborrecimento vinha, o questionamento precário sobre o tempo, o porque das coisas acontecerem mesmo tendo as respostas sempre ao meu redor costumava me confundir.
As pessoas sumiam, paravam de conversar, perdiam o interesse, as brincadeiras desapareciam, se afastavam das outras e os sentimentos eram guardados em caixas floridas de veludo e quando as tardes quentes do verão chegavam a saudade sempre estava a vagar pelos arredores.
Acho que entendi que o importante não é o “para sempre”, mas sim o momento presente, os momentos que serão conhecidos como “guardados para sempre”, mesmo que as pessoas desapareçam o que pouco deixado em nos ficara para sempre marcado em nossos semblantes.
Mesmo que estivesse convencida de que tinha de fazer tudo agora para não perder nada depois, não era exatamente de um jeito tão radical que pensava, não precisava amar demais, ou mesmo comer todos os chocolates da dispensa com pressa de que não houvesse tempo para isso, e muito menos trabalhar para comprar um carro ou uma casa o quanto antes. Minha visão era do sentimento de liberdade e de vivencia, era viver o presente sem parecer um robô eletrônico que todos os dias persegue o mesmo rumo, que todo o dia diz a mesma coisa e todo o dia está com as mesmas pessoas. Meus princípios de vivencia saudável eram outros. O de sentir cada momento, cada gota de água da pia, cada vento soprado na testa e nos cabelos, cada som, o rodopiar no piso da cozinha por simplesmente nada, o estudo aprofundado dos mais diversos gostos e falar com quem realmente gostasse, estar com quem realmente amasse.
Sei que todo esses bons momentos acabariam e eu teria de começar a pensar em como sobreviver por conta, mas enquanto durasse a liberdade tão esplendida que às vezes me atormentava com um sentimento de situação irreal. Meus mecanismos sensacionalistas, a veia que a sociedade costumava preencher com uma espécie de sangue negro latejava com avisos de que acabaria mal pela minha conduta.
Mas quem disse que ser feliz era ruim?
Ao contrario, sempre incentivaram as pessoas a serem felizes, apenas não explicavam como ser.
Naquele inverno prorrogado de falta do que fazer tentei me ocupar e permanecer no meu mundo silencioso por todo o tempo, eu poderia considerar-me uma pessoa comum, conversava sempre, sabia das tendências, noticias e emoções de toda uma era, mas costumava não me envolver muito.
Tinha tantos sonhos para realizar, algumas matérias outras espirituais, poderia ser estranho de se explicar, mas haviam vozes na minha mente, elas me indicavam o caminho sempre, podia as ouvir com precisão em minha idade atual, quando mais nova não me lembro de muitas coisas, mas lembro-me que elas sempre estiveram lá. Uma duas ou mais, não me recordava, apenas as escutava.
Uma vez li sobre a voz do coração que é muito baixa e que pode ser ouvida com atenção, acho que li em algum livro sobre Alquimia esta questão. A cada dia eu tentava não pensar no amanhã, tentava viver as coisas de cada vez, tinha algumas metas e arrependimentos, mas estava pronta para o que der e vier, como a vida era curta eu precisava aprender tudo que pudesse, essa era minha grande meta neste mundo, eu não sabia se era o certo, mas as vozes me diziam que foi para isto que nasci, para amplificar meu espírito, para me saciar de conhecimento e isto apenas tinha começado. Ainda havia muito que aprender...
posted by VANESSA BAZANI 6:41 PM
27 de julho
Um dia fora pulado em minhas anotações, nada para se preocupar. Hoje fora mais um daqueles finais de semanas interessantes, apenas não entediantes devido aos filmes.
Ah eram tantos para se ver e minha cota estava se enriquecendo constantemente, pois sempre tive momentos para tudo. Tinha pequenos vícios conforme a época e nos últimos tempos os filmes eram passa tempo predileto.
Recentemente resolvi fazer uma espécie de acervo de imagens de todos os filmes que já tinha visto e que me lembrava, ao todo já são mais de cem imagens bastante comentadas por todos, tanto que achei a idéia bem interessante e tinha planos de repeti-la com outros tipos de artes como a literária e cartunista.
Faltavam apenas dois dias para meu aniversario de 21 anos de vida, não me importava muito com a data, mas sabia que desta vez as coisas mudariam, sentia cada vez mais meu mundo dilacerando em alguma parte, ao todo estava preparada para tudo. Tinha vários desejos e sonhos e esperava conquista-los até o final dos tempos, ou pelo menos parte deles.
De uns tempos para cá meus sonhos se esvaíram, não tinham a mesma intensidade de antigamente e a realidade me dominara como se tudo não passasse de uma caçada, já era tarde demais para voltar e muito cedo para prosseguir. As metáforas pairavam em minha mente e meus mais profundos desejos estavam a borbulhar para que fossem atendidos.
A luxuria, ambições e egoísmo haviam cedido e a verdadeira razão assumia lugar para que a alma pudesse dançar livremente pelos campos floridos da consciência exasperada.
Tudo que sonhará atualmente era fruto dos meus mais preciosos objetivo, nada superficial, apenas o necessário para sentir o equilíbrio e expor um sorriso na face.
Daqui dois dias aguardava muitas manifestações e pensamentos bons que me ajudariam a prosseguir sem olhar para trás com saudade do amanhã, olhos de arrependimento e ilusão, quem sabe a ultima opção era se lembrar das coisas que não precisavam ser lembradas.
O tempo contava nos dedos e nas sombras, os livros que nunca li e tantas coisas por fazer, a vida não era tão ruim assim, bastava aprender a viver. E se não houvesse jeito que um fosse inventado, um fosse criado de forma desigual ao igual, ao todo.
E me despedia com sinceridade e afeto destes 20 anos que passei sem arrependimentos, sem lembranças e sem acréscimos.
posted by VANESSA BAZANI 6:41 PM
Noite fria de julho, faltavam apenas cinco dias para meu aniversario, ao contrario dos países acima da linha do Equador o Brasil era daqueles típicos ao contrario conforme os climas, o inverno ocorria em julho e o verão na época do famoso Natal, mais precisamente Dezembro. O engraçado é que o Natal possuía toda aquela atmosfera gélida, com neve e arvores enfeitadas, chocolate quente e cobertas. Apesar do calor insuportável do verão o brasileiro teimava em festejar a data que nem combinava com nada.
Mas vamos aos fatos, não foi exatamente disso que vim conversar esta noite, comecemos pelos sonhos, como recente costume acordei com o celular tocando dentre 1 ou 2 da tarde, estava com tanta preguiça de fazer qualquer coisa, mas o dever me chamava. Afinal, dentre ficar em casa vadiando pelos cantos o ideal era tentar fazer alguma coisa na lojinha de meu irmão onde a vadiagem parecia mais elegante.
Fiquei por varias horas entediada, passei algumas músicas para um amigo e conversei com outros, coisas sem sentido e matávamos o tempo assim. Li um novo capitulo de One Piece mais para o final da tarde, onde a história uma das minhas prediletas se mostrava cada dia mais interessante. Ao fim escutei um podcast sobre vampirismo que não me acrescentou nada além de algumas teorias enervadas. Após o telefone do meu pai avisando que me buscaria aguardei tranqüilamente sua chegada. A essa altura o frio se tornara bem intenso, um clima que em particular gosto muito.
Antes de me acomodar ao conforto o lar fomos até uma academia onde o Rafael se matricularia para fazer aulas de musculação, analisei os preços da aula de natação, caros demais para meu gosto. Prometi ao Tiago que iríamos verificar outro lugar para fazermos as aulas nos próximos dias. Esperava que minhas promessas fossem cumpridas sempre que possível. O problema era quando o possível era realmente possível!
Mais a noite revi Coraline, uma grande obra de Neil Gaiman, um conto de terror para crianças que não era exatamente para crianças, gostava muito de me comparar com a personagem de personalidade forte e às vezes irritante, tinha em mente realizar o trabalho do próximo modulo do curso baseado em algo relacionado a Coraline, provavelmente um hotsite com o tema, daria o máximo de mim.
Tentei recordar alguma coisa significante no dia de hoje, mas nada me ocorreu, ainda sentia fraqueza e desanimo perante tudo. Esperava que tudo isso passasse. De fato, normalmente tinha crises de mortalidade, era quando deixava de gostar das coisas e da vida e acabava morrendo com o tempo. Este sentimento ocorria sempre quando prestes a mudar completamente, mudar os hábitos, os fatos e os sentimentos. Era como uma borboleta que aguardava tediosamente em seu casulo a chance de sair e voar. A borboleta era o meu maior símbolo de existência e mobilidade e por que não metamorfose radical.
Ainda possuía o desejo de tatuar uma bela borboleta nas costas como símbolo da minha essência, ela seria presa em um alfinete de grandeza, um ligamento visível entre corpo e alma na tentativa de que minha alma nunca voasse e escapasse, não quando ainda não era hora disso.
Arrumei algumas coisas, fins algumas anotações e adiantei detalhes do meu site portfolio que há tempos estava construindo, tinha certeza que ia terminar, estava confiante de que tudo daria certo. Afinal, o certo não é sempre como a gente acha que é.
posted by VANESSA BAZANI 5:12 PM
Sexta-feira, Julho 24, 2009
Engraçado como a gente pensa uma coisa e muitas vezes acontece outra totalmente diferente, perdi todas os horários possíveis deste dia, horário do curso, horário do trabalho e porque não as horas para se viver. Estava tão cansada de tudo, só queria ir para casa e não sair de lá, nas primeiras horas da manhã permaneci no mundo dos sonhos, tão reconfortantes a ponto de não me recordar de nenhum deles.
Como podem ver estou escrevendo sempre de forma atrasada, não consigo dormir muito bem e por isso costumo comentar do dia que não existe mais, sempre sobre o anterior.
Então pensei, para onde vão os dias que passaram? Será que alguém neste planeta já pensou em algo do tipo? Para onde todas as coisas que passam vão e de onde elas vieram? Ah, que mistério!! Novamente não consegui fazer exatamente nada daquilo que planejei mentalmente e continuei frustrada.
Mais pela noite conversei com alguns amigos pela internet, dentre eles um que há tempos não esbarrava... E como está perdido! É como se finalmente tivesse aberto seus olhos para o mundo e para suas manifestações homicidas e violentas. Apenas lhe exibi palavras bonitas e reconfortantes. No final tudo dará certo – foi o que disse. Ele me questionou com um “talvez não”, mas rebati que às vezes o certo não era exatamente o que esperávamos que fosse e que se este certo fosse conforme uma espécie de missão, então que assim fosse.
A crise existencial é rara, mas não é fácil de curar, provavelmente não haja cura, acho que a minha permanecerá para sempre no coração. Espero que de alguma forma ela me torne uma pessoa melhor a cada instante, mesmo com os pros e contras é assim que sou e não podemos esquecer daquele papo de missão.
Realmente minha mãe estava empolgada com o fato de me vestir bem com vestidos, suas tentativas de livrar-se dos filhos por relacionamentos amorosos se mostrou tão falha, o que ela não entendia é que futuramente poderia sentir muitas saudades de nos e já seria tarde para voltar atrás. Neste ano decidi permanecer mais próximo a eles, vivendo em uma bolha particular, mas ainda assim convivendo para não perder muitos momentos familiares. Perguntava-me para onde iam os momentos perdidos...
Resolvi fazer alguns download´s, uma trilha sonora oriental e um filme que há tempos gostaria de rever e foi assim que meu dia pulou para o outro, apesar de considerar que o novo dia se nascia com o Sol e não pelos horários tolos dos humanos.
Era meio radical com relação às regras da sociedade, porque o verde tinha de ser verde e porque o lápis tinha de se chamar lápis? Meu irmão mais velho tentou justificar diversas vezes com milhões de motivos os fatos, só que ainda assim sentia repulsa por tantas nomenclaturas. Nem tudo deveria ser seguido como lei. – pensava.
O mais estranho era que anteriormente havia pedido que o tempo passasse rapidamente e poderia considerar um dito e feito, mas agora me arrependia, pois estava tudo indo rápido demais e as coisas que planejei começavam a ficar para trás. Entretanto, me acostumei a ir com o tempo, um passo de cada vez. E para onde iam as coisas que planejávamos e não cumpríamos? – novamente e por último pensei.
posted by VANESSA BAZANI 4:25 PM
Quinta-feira, Julho 23, 2009
Dia 23 de Julho
Eram três da manhã e procurava por uma caneta, o sono rodopiava há minha volta, sem caneta, sem sucesso! Não consegui escrever os pensamentos que escapavam por dentre os minutos, era um pouco frustrante não ser possível captar todos. Quem sabe uma dessas idéias poderia salvar minha vida, ou mesmo responder uma daquelas minhas perguntas mais profundas e praticamente inaudíveis ao meu bom senso.
A data no calendário analógico marcava dia 23 de julho de 2009, estava em véspera de mais um ano de vida, grande coisa – pensava. Haviam passado vinte e um anos de forma tão rápida e costumava me lembrar de que quando criança queria por que queria crescer mais rápido, que enganação do ego. Naquela época arquitava uma vida incrível como adulta, cheia de sonhos irreais e por esses anos quase não realizei metade deles.
Atualmente minha mãe estava muito sociabilizada comigo, como jamais esteve pelo que lembro, estava feliz pela minha atitude de me tornar uma pessoa mais feminina, era inegável meu fascino por vestidos e cuidados diversos após experimentar o primeiro, tão confortável e singular. Talvez ela pensasse que estava eu empolgada com algum garoto, mas a realidade é que até o momento não houve ninguém que despertasse em mim algum sentimento forte o bastante para se apelidar de amor.
Parece meio triste o relato, mas é a uma realidade que não me incomoda muito, aprendi a trilhar caminhos alternativos e solitários na maior parte do tempo, às vezes a solidão incomodava um pouco, mas era algo a se acostumar.
Minhas idéias estavam fixadas na teoria de que alguma coisa pudesse acontecer, algo revolucionário, tinha este sentimento especial desde a infância, esperava por algo que mudasse minha vida para sempre, ou que mudasse o mundo de alguma forma, creio que sempre estive pronta para o imprevisto ensaiado.
Na altura do campeonato percebi coisas incomuns em minha condição existencial, tinha boa memória, era sensitiva e tinha muitos dons, não que levasse realmente a serio o fato, mas basicamente tudo que coloquei as mãos, principalmente com relação a artes, acabava por fazer de forma bem feita. Não sou uma pessoa brilhante, meio estabanada e sem jeito quanto a círculos sociais, acabei por escolhendo a área de Design devido à paixão por informática e artes, achei a união perfeita de ambas às partes. Tinha certeza de minhas vocações, mas costumava me abater pela preguiça e desanimo, algumas vezes não acabando aquilo que começava. Esperava mudar este péssimo habito daqui para frente, em que tudo que surgisse um inicio, teria de terminar no fim e se tivesse certeza da desobrigação, jamais começaria.
Mais tardar teria de levantar de novo e pegar o mesmo ônibus de sempre, descer na mesma calçada apinhada de gente e atravessar alguns metros para chegar até a escola, escolheria meu lugar e me prestaria a entender a matéria até o dia começar realmente.
Rotinas realmente me irritavam, mas me acalmavam de certa forma!
posted by VANESSA BAZANI 4:01 PM